30 julho 2007

"MISSÃOBIQUE"


Duas jovens da nossa Diocese embarcaram no domingo 29 de Julho para Moçambique. Apoiadas pelo Guard'África, esperam realizar o que ficou denominado por "Missãobique".
O Voc Acção quis ouví-las, conhecer as suas motivações antes da partida e partilhar contigo as suas mensagens.

Vera Mónica Pragana Cairrão
1. Porquê ir em missão?
R. - Ir em missão… a ideia, quando surgiu, não foi bem com esta conotação. Primeiro, e já hà algum tempo, surgiu a vontade de ir para África. África sempre me despoletou um ímpeto de partir e de conhecer aquela terra, aquela gente. A ideia original foi a de descoberta e a de partilha de uma outra cultura. A ideia de “missão” foi-se construindo a partir desta vontade, deste sentimento, e agora, concretiza-se. Vou estar em África num espírito de partilha e de envolvimento.

2. Que expectativas tens?
R. - As expectativas que tenho centram-se apenas no estar, escutar, dialogar com o outro, com aqueles que me aguardam, os quais estou ansiosa por conhecer e por descobrir.

3. O que representa para ti esta missão? Qual o seu sentido?
R. – Esta missão significa a concretização de uma cumplicidade muito desejada e que se pretende livre e sincera. Esta missão representa, acima de tudo, o início de uma caminhada de aprendizagem do amar e, essencialmente, de amar o outro em liberdade. A missão tem para mim um significado de reflexão, de abertura a outras perspectivas do “estar” na vida, do “estar” com o outro.

Ana Cristina Gonçalves Quadrado
1. Porquê ir em missão?
R. - Esta missão representa o início de mais uma caminhada acompanhada, passo a passo, com o Amor que Deus Pai “depositou” em nós…

2. Que expectativas tens?
R. - As expectativas de me envolver com o “próximo”, de amar, acarinhar, compreender, aprender, crescer,…

3. O que representa para ti esta missão? Qual o seu sentido?
R. – Trata-se de uma “semente” que germinou no meu coração desde muito cedo, de uma vontade que só o coração entende. Agora nasceu a primeira flor deste jardim interior e está carregado de “sementinhas” para o encher de flores…
A ambas o Voc Acção deseja uma boa missão.
Estaremos atentos ao seu regresso.

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03 novembro 2006

SOLIDARIEDADE & MISSÃO

A Cáritas Diocesana da Guarda propõe, a quem o desejar, iniciativas concretas em favor da Missão de Nossa Senhora das Graças, em Murrupula, Moçambique, dinamizada por dois missionários de São João Baptista, oriundos da nossa diocese e com a qual tem já colaborado.
A primeira iniciativa refere-se a uma campanha de apadrinhamento de crianças daquela missão através da qual, cada “padrinho”, por meio de um contributo anual (100 euros) fará com que um “afilhado” tenha acesso durante o mesmo ano a alimentação, educação, roupa e material escolar. Outra iniciativa é apelar a um contributo monetário, para a aquisição de um tanque cisterna de distribuição de água, para aquela Missão, no valor de 12 mil euros, e que visa abastecer de água uma grande extensão daquela missão em ordem à produção de bens alimentares.

Informa-te no site da Cáritas: www.caritas.pt/guarda

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24 outubro 2006

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

“A CARIDADE,
ALMA DA MISSÃO”
Por ocasião do 80º Dia Mundial das Missões, o papa Bento XVI transmite, na sua mensagem para esse dia, uma forma de concretizar o conteúdo da sua Encíclica “Deus caritas est”. Pondo o acento tónico no amor, o Santo Padre recorda-nos que “quando a missão não se orienta para a caridade, quando não provém de um profundo gesto de amor divino, corre o risco de reduzir-se a uma simples actividade filantrópica e social.” Como diz S. João é pelo amor que Deus se revelou: “Nisto se manifestou o amor de Deus para connosco: em ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por Ele.” (I Jo 4,9) É, pois, missão da Igreja, por mandato divino, dar a conhecer Deus que é amor.
O papa prossegue, revelando as exigências que todo o cristão deve assumir perante a vocação evangelizadora: “ser missionário significa amar a Deus com todo o nosso ser, até, se necessário, dar a vida por Ele.” Tal como tem acontecido com tantos homens e mulheres, sacerdotes, religiosos e leigos que testemunharam esse amor com o martírio da suas vidas. “Ser missionário significa inclinar-se, como o bom Samaritano, às necessidades de todos, especialmente dos mais pobres e carenciados.”
Finalmente, Bento XVI insiste ao dizer que “o testemunhar o amor, alma da missão, é para todos”. Por isso, não fiques de fora!

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03 abril 2006

FACE MISSIONÁRIA


“Oxukuru”!...
“Oxukuru”!... Assim se diz “Obrigado” em Macua, um dos muitos dialectos de Moçambique. Lá ou cá, podem mudar as palavras mas, no fundo, os significados são muito semelhantes, bem como os seus fundamentos. Assim também a Igreja. Onde quer que ela esteja implantada, apesar das linguagens e métodos diferentes em virtude das necessidades óbvias de “Inculturação”, a sua missão é única: “anunciar e instaurar, no meio de todos os povos, o Reino de Deus inaugurado por Jesus Cristo”, pois, ela é “sacramento universal de salvação”, isto é, “sinal e instrumento da reconciliação e da comunhão de toda a humanidade com Deus e da unidade de todo o género humano” (Cf. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 2005). Daqui, emana o carácter missionário da Igreja que há-de manifestar-se onde quer que a mesma se encontre procurando implantar-se tendo em conta as circunstâncias de lugar, com as suas potencialidades e estrangulamentos, mas sempre com a força da fé e do Baptismo em Jesus Cristo.

Neste sentido...
onde será o melhor local para um cristão ser “missionário”?...


Será, certamente, o local onde o mesmo se encontra. Porque a missão, mais do que uma questão geográfica, é uma questão intrinsecamente cristã e, como tal, dependente do bilhete de identidade da fé registado no dia do Baptismo. A partir daí, as alegrias e as tristezas de cada ser humano terão uma dimensão universal, onde todos estarão “próximos” de todos, porque as razões do Baptismo, em Jesus Cristo, já os havia aproximado. De um modo mais concreto, o que me deve levar ao encontro do outro é uma “atitude cristã” de “compromisso”, marcada pelo Baptismo, e traduzida em sinais concretos do Reino de Deus que poderão passar por uma palavra (dimensão Profética), por uma celebração (dimensão Sacerdotal) e/ou por pequenos grandes gestos de caridade (dimensão Real).
O tríplice ministério da Igreja - Profético, Sacerdotal e Real - , à maneira de Jesus Cristo “Profeta, Sacerdote e Rei” é a grande responsabilidade ou missão de cada cristão, com o qual cada um se há-de comprometer, onde quer que se encontre, sob pena de, a não se verificar, o mesmo ser menos missionário e, como tal, menos cristão. Neste sentido, qualquer “Oxukuru”, “Obrigado” e milhares de outras tantas formas de agradecimento, que se multiplicam pelo mundo fora, terão um igual sentido, verdadeiramente missionário, se cada cristão tiver consciência da sua identidade cristã e agir em conformidade, onde quer que se encontre. A “face missionária” da Igreja é/será tão simples quanto isso!... “Obrigado”!...
Paulo

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